PETROBRÁS ANUNCIA REAJUSTE DE 55% NO QAV, MAS ANUNCIA MEDIDA PARA MITIGAR IMPACTO
As consequências da guerra no Oriente Médio vão chegar de forma mais contundente aos passageiros da aviação brasileira. A Petrobrás anunciou na manhã de hoje (1º) que fez um aumento médio de 55% no preço do querosene de aviação (QAV). O combustível representa cerca de 30% dos custos totais das companhias aéreas.
O valor do QAV é definido mensalmente pela petroleira, sempre no primeiro dia de cada mês. O reajuste ocorre em um cenário de alta no preço internacional do petróleo, influenciado pelas tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Em março, a Petrobrás já havia realizado um reajuste médio de 9% no QAV, enquanto em fevereiro houve recuo de 1% no preço do combustível.
Em paralelo, o Ministério de Minas e Energia solicitou ao Ministério da Fazenda a análise de uma possível redução das alíquotas de PIS e Cofins sobre o querosene de aviação (QAV). A medida busca atenuar os efeitos da alta internacional do petróleo sobre o setor aéreo. O pedido foi encaminhado na semana passada pelo ministro Alexandre Silveira e está sob avaliação da equipe econômica.
MEDIDA PARA MITIGAR IMPACTO DO REAJUSTE
No período da tarde, a estatal divulgou um comunicado afirmando que disponibilizará ao mercado, até segunda-feira (6), um termo de adesão para reduzir os efeitos do reajuste do preço do QAV. Segundo a empresa, com a medida, as distribuidoras que atendem aviação comercial poderão pagar um aumento de apenas 18% em abril no preço do combustível.
“A diferença poderá ser parcelada em seis vezes pelos clientes da Petrobrás, com primeira parcela a partir de julho de 2026. Essa medida visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado”, detalhou a empresa, acrescentando que o mecanismo de parcelamento que reduz os efeitos dos reajustes poderá ser ofertado em maio e junho, com parâmetros ainda a serem calculados.
“Esse instrumento contribui com a saúde financeira dos clientes da companhia ao mesmo tempo em que preserva neutralidade financeira para a Petrobrás, considerando o cenário de forte elevação das cotações internacionais dos derivados de petróleo, intensificado por tensões geopolíticas recentes no Oriente Médio”, explicou a companhia.

publicada em 1 de abril de 2026 às 13:00 




