PETROBRÁS ESTÁ A 1.000 METROS DE ALCANÇAR RESERVATÓRIO NO POÇO PIONEIRO DA BACIA DA FOZ DO AMAZONAS
Agora falta pouco. A Petrobrás vive a expectativa de concluir até junho a perfuração do poço Morpho, no bloco FZA-M-059, na promissora Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá. Segundo a diretora de exploração e produção da companhia, Sylvia dos Anjos, restam apenas mais 1.000 metros de perfuração até o navio-sonda atingir o reservatório do poço.
“Nosso objetivo de reservatório situa-se por volta de 6 mil metros de profundidade; atualmente, a perfuração encontra-se na marca dos 5 mil metros. Atravessamos recentemente uma zona de pressão anormal, um trecho que exige cautela extrema e monitoramento rigoroso. Superada essa etapa com sucesso, restam aproximadamente mil metros para atingirmos o reservatório”, disse a executiva nesta terça-feira (12), durante coletiva de imprensa para detalhar os resultados financeiros da companhia no primeiro trimestre.
A diretora disse que a perfuração na área é uma operação complexa, que foi dividida em seis fases. “Já estamos na quinta e prevemos concluir a última fase em breve. Aguardamos com grande expectativa a avaliação do potencial desta área”, acrescentou.
Sylvia lembrou a Petrobrás possui um total de seis blocos na Bacia da Foz do Amazonas e um planejamento que contempla a perfuração de oito poços. No bloco FZA-M-059, a companhia já solicitou autorização para poços contingentes, cujas perfurações dependerão dos resultados obtidos com o poço de Morpho.
“Se o resultado do Morpho for positivo, temos outros ‘plays’ semelhantes na mesma área que desejamos explorar imediatamente”, detalhou. O navio-sonda ODN II, da Foresea, está atualmente realizando a perfuração de Morpho. Após essa atividade, a Petrobrás pretende deslocar a embarcação para o prospecto Mãe de Ouro, no Rio Grande do Norte, que também apresenta alto potencial.
Recentemente, conforme noticiamos, a Petrobrás pediu ao Ibama autorização para utilizar o navio-sonda Amaralina Star (NS-43), da Constellation, em atividades exploratórias no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. “Essa sonda nos dará garantia, em função dos resultados, ter mais uma unidade para atender nossa demanda. Temos vários blocos e poços contingentes. Então, é muito necessário que tenhamos a disponibilidade de outra sonda”, concluiu.

publicada em 12 de maio de 2026 às 17:00 




