PRESIDENTE DA CÂMARA FAZ PAPEL DE PORTA VOZ DO GOVERNO E ANUNCIA QUE CNPE VAI DECIDIR SE COLOCA 32% DE ÁLCOOL NA GASOLINA
Definitivamente há um divórcio entre a classe política e a população brasileira. A começar pela próprio presidente da Câmara, Hugo Mota. Ele disse hoje que o CNPE vai deliberar sobre aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina e que governo também reafirmou compromisso de retirar subsídio ao combustível. É o tipo da medida que vai de encontro ao desejo de quem tem carro movido a gasolina. As consequências para a vida do motor são terríveis e para o bolso do consumidor serão ainda mais terríveis. Causarão danos aos veículos e prejuízos ao seu proprietário no curto prazo. Ele sabe disso, mas o presidente da câmara que poderia ser a voz da população para defende-la, quer mostrar que faz de, mas sem mover uma palha.
Hugo Mota, para muitos se tornou uma decepção já na primeira semana depois que assumiu o lugar. Na posse como presidente da Câmara dos Deputados, prometeu
moralidade, independência, cumprir a constituição, equilíbrio na relação entre os seus pares. Mas bastou um jantar na casa do Ministro Alexandre de Moraes, para mudar do vinho para veneno, mostrando uma subserviência constrangedora. Mais recentemente Hugo Motta, mostrou zero constrangimento ao ficar público seu envolvimento nos escândalos dos bilhões do Banco Master de Vorcaro, em casos suspeitos que envolve a sua família, sem contar as viagens de carona nos jatinhos, hospedagens pagas, almoços grátis e até a presença na farra do whisky, em Londres. Constrangimento? Zero.
Ele pode se opor ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que deverá se reunir no dia 14,a próxima terça-feira, para deliberar sobre o aumento do percentual obrigatório de etanol misturado à gasolina, dos atuais 30% para 32%. Isto significa que o consumidor escolhe a gasolina, mas leva álcool. O consumidor terá mais de 1/3 do seu tanque com um combustível que não escolheu, que provocará danos graves ao motor do seu carro, com prejuízo certo para o seu bolso. O pior é que é ele mesmo, fonte da notícia em publicação nas redes sociais após conversa com os ministros do Planejamento, Bruno Moretti, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Na mesma publicação, Motta afirmou que o governo federal mantém o compromisso de retirar o subsídio concedido à gasolina, mas pediu mais tempo para concluir a medida diante da instabilidade provocada pelo conflito no Oriente Médio, mesmo com a queda constante nos preços do petróleo.

publicada em 9 de julho de 2026 às 17:00 







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