PRIO REGISTROU LUCRO LÍQUIDO DE US$ 64 MILHÕES NO TERCEIRO TRIMESTRE, QUEDA DE 59%
A PRIO registrou lucro líquido de US$ 64 milhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25), o que representa uma redução de 59% na comparação anual. O lucro líquido ajustado (ex-IFRS 16) foi de aproximadamente US$ 92 milhões, recuo de 44% em relação ao mesmo período de 2024. A companhia reportou receita bruta de US$ 607 milhões e receita líquida de US$ 558 milhões, avanços de 22% e 18%, respectivamente, em comparação com o 3T24.
Segundo a empresa, o resultado do 3T25 foi impactado pelo imposto diferido, devido ao ajuste da base tributável em função da valorização do real frente ao dólar no trimestre, alterando o valor apresentado de imobilizado e intangível. Na análise por campo, Frade respondeu por 37,6% da receita total da companhia, enquanto Albacora Leste contribuiu com 33,2%. O cluster Polvo e TBMT representou 14,8%, e Peregrino respondeu por 14,4% da receita consolidada.
“Foi um trimestre desafiador, mas que reforçou a resiliência do nosso modelo de negócio, focado no aumento dos níveis de produção com redução de custos. Mesmo em um período adverso, fortalecemos a execução e avançamos em frentes importantes da nossa estratégia de crescimento, em Wahoo e Albacora Leste, com disciplina, eficiência e geração de valor sustentável”, afirmou Roberto Monteiro, CEO da PRIO.
No campo de Wahoo, a empresa avançou na fase de desenvolvimento com a emissão da Licença de Instalação, que possibilitou o início das atividades de construção submarina e interligação (tieback) ao FPSO de Frade. O projeto segue dentro do cronograma, com o first oil estimado entre março e abril de 2026. Em Albacora Leste, a PRIO manteve o foco na eficiência e na confiabilidade, atingindo recorde trimestral de eficiência operacional e resultados mensais históricos de até 97,2%. Já no cluster Polvo e TBMT, foi finalizado em setembro o workover do poço TBMT-6H, o que permitiu a retomada da produção plena do campo.
PRODUÇÃO NO TERCEIRO TRIMESTRE
A produção total da companhia cresceu 26% em relação ao mesmo período de 2024, impulsionada pela melhora operacional em Albacora Leste, pelas intervenções nos poços de TBMT e pela aquisição de 40% de participação no campo de Peregrino, concluída em dezembro de 2024. Na comparação com o 2T25, entretanto, houve queda de 12%, reflexo da interdição temporária de Peregrino pela ANP, em função de questões técnicas identificadas durante a inspeção conduzida no processo de cessão do ativo.
A PRIO acompanhou de perto a implementação das ações corretivas e manteve diálogo contínuo com a operadora e com a agência reguladora, garantindo que todas as etapas fossem executadas com eficiência e em conformidade com as boas práticas do setor. Esse processo reforçou a gestão operacional do ativo, e o campo — no qual a PRIO detém atualmente 40% de participação — teve a produção retomada em outubro, mantendo volumes acima de 100 mil barris por dia desde então.
Após obter as aprovações regulatórias necessárias, a empresa segue trabalhando em conjunto com a atual operadora para antecipar o closing da transação, previsto para fevereiro de 2026. Com a conclusão dessa etapa, a PRIO assumirá a operação do campo, atingindo produção superior a 150 mil barris por dia e iniciando a captura de sinergias operacionais, com foco na redução do lifting cost.

publicada em 5 de novembro de 2025 às 12:00 




