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SANTA CATARINA FORMALIZA AMANHÃ O CONTRATO PARA PRIMEIRA INJEÇÃO COMERCIAL DE BIOMETANO EM SUA REDE DE GÁS CANALIZADO

Santa Catarina dará um passo importante na expansão do mercado de bioenergia nesta terça-feira (14), com a formalização do primeiro contrato de injeção comercial de biometano na rede de distribuição de gás canalizado do estado. A cerimônia será realizada às 14h, na Arena FIESC, e marcará a parceria entre a H2A Bioenergia, a SCGÁS e a VOSSKO, conectando a produção de biometano a partir de resíduos do agronegócio à infraestrutura já existente de gasodutos.

Produzido por meio da biodigestão anaeróbia de resíduos da suinocultura, bovinocultura, avicultura e de agroindústrias, o biometano passa por processos de purificação até atingir as mesmas especificações técnicas do gás natural. Com isso, o combustível pode ser injetado diretamente na rede de distribuição e utilizado pelas indústrias sem necessidade de adaptações em equipamentos ou processos, transformando resíduos agropecuários em uma fonte de energia renovável.

A primeira injeção de biometano na rede de distribuição demonstra que o uso desse combustível em escala comercial se tornou realidade em Santa Catarina“, afirmou o diretor-presidente da H2A Bioenergia, Adilson Teixeira Lima (foto principal). Segundo ele, o projeto integra a produção no campo, a logística da distribuidora e o consumo industrial, criando uma nova fonte de receita para produtores rurais ao transformar passivos ambientais em ativos energéticos.

Para o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN), Yuri Schmitke (foto ao lado), o contrato representa um marco para o desenvolvimento do setor no país. Ele destaca que o Brasil utiliza atualmente menos de 2% do seu potencial de produção de biometano, o que abre espaço para uma forte expansão da atividade nos próximos anos. Na avaliação do executivo, a iniciativa da H2A Bioenergia deverá servir de referência para novos projetos de comercialização do combustível renovável.

Além de reduzir a necessidade de transporte rodoviário de gás, o modelo contribui para diminuir custos logísticos e ampliar a viabilidade econômica de novas plantas de produção. O biometano também surge como alternativa para atender à demanda de indústrias que buscam reduzir suas emissões de carbono e para substituir gradualmente o diesel no transporte pesado. O processo produtivo ainda gera biofertilizantes de alto valor agronômico, reforçando o conceito de economia circular.

Estudos apontam que, devido à forte concentração de atividades pecuárias, Santa Catarina possui potencial para produzir volumes de biometano superiores ao consumo estadual de gás natural nos próximos anos. Com a integração à malha de gasodutos, o Estado poderá futuramente se consolidar como fornecedor de gás renovável para outras regiões do país.

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