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RETOMADA DO POLO NAVAL DE RIO GRANDE ENTRA EM NOVA ETAPA COM A CHEGADA DE MAIS 11 MIL TONELADAS DE AÇO PARA NAVIOS DA TRANSPETRO

O polo naval de Rio Grande (RS) deu mais um passo em seu processo de retomada com a chegada de um novo carregamento de 11 mil toneladas de chapas de aço ao Estaleiro Rio Grande, da Ecovix. O material, importado da Indonésia, será utilizado na construção de quatro navios da classe Handymax encomendados pela Transpetro.

A carga recebida representa aproximadamente 60% de todo o aço necessário para a fabricação das quatro embarcações. A previsão é de que um novo carregamento chegue dentro de dois meses, garantindo a continuidade do cronograma de construção.

Os trabalhos terão início pelo casco da primeira embarcação, enquanto os demais navios entrarão em produção em intervalos de dois a três meses. Atualmente, cerca de 500 profissionais estão envolvidos no projeto. A expectativa da Ecovix é ampliar esse contingente para mil trabalhadores até o fim deste ano e alcançar entre 1,6 mil e 1,7 mil colaboradores no pico das atividades, previsto para 2027.

O CEO da Ecovix, Robson Passos, explicou que o recebimento do aço representa o início efetivo da etapa industrial de fabricação dos navios. “Essa é a matéria-prima essencial para a construção das embarcações e estamos recebendo 11 mil toneladas, volume suficiente para garantir cerca de cinco meses de produção contínua”, afirmou.

Para a prefeita de Rio Grande, Darlene Pereira, a chegada da carga marca um momento histórico para o município. Disse ser um dia histórico, pois a carga é um símbolo da retomada do polo naval para a cidade e “isso representa desenvolvimento, geração de trabalho e renda para os rio-grandinos e rio-grandinas, além de criar oportunidades para novas empresas que irão se instalar no Município“.

Os quatro navios graneleiros da classe Handy, de 15 a 18 mil toneladas de porte bruto. A compra dos navios faz parte do Programa de Renovação e Ampliação da Frota (TP 25). Os Handy vão contemplar soluções que garantem maior eficiência energética e menor emissão de gases que provocam o efeito estufa. Além de receber um pacote de equipamentos sustentáveis, as embarcações podem operar com bunker ou biocombustíveis. Como resultado, estima-se reduzir em 30% as emissões em relação aos atuais navios da frota, atendendo às determinações da Organização Marítima Mundial (IMO).

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