SUCESSO DA MACAÉ ENERGY E OS DEBATES SOBRE ÓLEO E GÁS PODEM INTERNACIONALIZAR A FEIRA EM SUA PRÓXIMA EDIÇÃO
O Macaé Energy está encerrando as suas atividades nesta quinta-feira, cumprindo com louvor e bem acima das expectativas dos seus organizadores. E dentro de todo trabalho realizado previamente, está a Gerente de Petróleo e Gás da Firjan, liderando o trabalho de formiga, Karine Fragoso. A feira vai encerrar esta tarde, quando serão feitos todos os levantamentos de números, após as conversas com as empresas que acreditaram e investiram na ideia de expandir os negócios do setor de óleo e gás, a partir de Macaé, a partir da Bacia de Santos. Todos consideraram o encontro como um “sucesso absoluto” e a ideia agora é internacionalizar este evento. O Petronotícias conversou com Karine, para que ela pudesse avaliar o evento antes mesmo de seu encerramento:
– A senhora também considera que o evento atendeu ao que vocês estavam esperando?
– Vou repetir o que todos estão falando: Está sendo um grande sucesso. Há quem diga em sucesso absoluto. E eu me encaixo neste adjetivo. Nós acreditámos que teríamos cerca de sete mil visitantes e, só ontem, tivemos mais de dez mil. Com o público do primeiro dia e deste terceiro dia, vai passar e muito da nossa expectativa. Isso significa que o público aderiu. Houve interesse. E isso mostra também que acertamos. É prazeroso.
– Como está sendo a participação das empresas?
– Olha, a feira está muito bonita, colorida, vibrante. Elas estão participando das arenas, que ficaram lotadas, com os temas que a gente tratou, como o descomissionamento, o gás, enfim. Até o final do dia, estaremos nos reunindo com o objetivo de tornar a Macaé Energy uma feira internacional para mostrar ao mundo a força que o petróleo e gás tem na economia do interior do Rio de Janeiro.
– A feira parece consolidada como um evento nacional, não?
– Sem dúvida. Este ano ela está consolidada como uma feira nacional, que é o primeiro passo. Uma cidade que merece um evento como este. Pela pujança, pelo que ela entrega para o mercado de óleo e gás. De receita para o Brasil. É daqui que sai quase 90% da nossa produção de óleo e gás, estamos muito felizes, satisfeitos com a entrega que a Firjan proporcionou, da curadoria, do conteúdo, com o apoio da prefeitura, engajando as empresas, trazendo as empresas para dentro do evento.
– Além de empresários a feira também parece ter atraído estudantes interessados no segmento..
– Além dos empresários satisfeitos, fizemos questão de ver também a participação dos estudantes. Fizemos questão de convidarmos os alunos do SESI, do SENAI, para eles conhecerem que mercado é este. Que é um mercado dinâmico, que se renova, que precisa de inovação e em muto a oferecer. Isso é bom para todos. Para eles, para as empresas, para o segmento.
– Mesmo com o mercado de petróleo muito atribulado, a feira parece não ter sentido…
– Com certeza. O mercado em ebulição fora do Brasil, com a guerra, os reflexos internos. Mas a feira parece ter dado de ombros e atraiu realmente o público e empresas do país inteiro. Na verdade este é um momento importante para gente resgatar, entender a importância do óleo para o Brasil. Entender, sim, que nós precisamos avançar numa regulação, numa evolução regulatória, que ela esteja adequada ao crescimento do mercado, a resiliência, ao amadurecimento do mercado, construindo novas oportunidades.
– Neste aspecto, a Margem Equatorial se mostra bastante importante, não?
– Com certeza absoluta. Nós estamos conectando com o Amapá. A agência de desenvolvimento de Macapá está aqui com a gente. É importante termos esta visão sobre o que queremos. O que vamos fazer com a Margem Equatorial. Ser, sim, o nosso seguro de independência energética. Mas não podemos nos limitar a Margem Equatorial. Temos a Bacia de Pelotas, precisamos falar do gás não convencional, também desenvolver e entregar energia mais barata no centro oeste, da nossa bacia no Paraná. São muitas temáticas, muito movimento para trabalharmos. Estamos muito felizes de podemos proporcionar isso para o futuro do Brasil com mais energia e mais petróleo.

publicada em 19 de março de 2026 às 13:00 





