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TERRORISTAS DO HEZBOLLAH MATAM QUATRO SOLDADOS DE ISRAEL, QUE REAGE AO ATAQUE. IRÃ CANCELA REUNIÃO COM JD VANCE

O Ministério das Relações Exteriores da Suíça confirmou que as negociações entre os EUA e o Irã, previstas para esta sexta-feira (19), não acontecerão. A Casa Branca afirmou em comunicado que o vice-presidente dos EUA, JD Vance, não viajará para a Suíça para conversas com negociadores iranianos durante o fim de semana, alegando problemas logísticos. As negociações planejadas entre os Estados Unidos e o Irã não ocorrerão em Bürgenstock, conforme previsto, anunciou o Ministério das Relações Exteriores da Suíça na manhã de hoje. “Os planos para as próximas conversações técnicas ainda não foram finalizados, e a delegação dos EUA está preparada para partir na primeira oportunidade disponível”, afirmou o comunicado de Washington sobre o cancelamento da visita de Vance.Mas a logística dessas negociações nunca foi simples ou previsível. Até o momento, o vice-presidente não partirá esta noite”, acrescentou. O anúncio ocorre horas depois de o Irã ter supostamente cancelado o voo de sua própria delegação, alegando ataques contínuos de Israel contra o Hezbollah no Líbano. Qualquer ataque israelense a mais de 10 quilômetros de profundidade no Líbano constituiria “uma clara violação do primeiro artigo do Memorando de Entendimento“, informou a agência de notícias do Irã.

No início desta semana, o presidente Trump anunciou que o Memorando de Entendimento (MoU), que institui um cessar-fogo entre os EUA e o Irã, seria assinado na Suíça hoje. Mais tarde, porém, foi revelado que ele teria siado assinado  por Trump e pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian na França, durante a reunião do G-7. Segundo um funcionário americano, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, assinaram o acordo digitalmente, com Trump testemunhando a assinatura. A reunião agendada para hoje tinha como objetivo dar início às negociações, principalmente relacionadas à questão nuclear, conforme estipulado no memorando de entendimento. No entanto, com a provável ausência de ambos os lados da negociação, não está claro em que medida as conversas progredirão.

O acordo com o Irã poderá ser uma oportunidade para Israel reformular o seu próprio memorando de entendimento com os Estados Unidos. E muito provavelmente será o que vai acontecer. Israel pode não ter conseguido tudo o que desejava com a guerra ou com as negociações entre o Irã e os Estados Unidos, mas pode transformar a decepção em ganho estratégico novamente. A guerra com o Irã está chegando ao fim e o sentimento de decepção em Jerusalém é muito grande, quase indisfarçável. O regime iraniano sobreviveu por ora. A sua infraestrutura de produção de mísseis, no entanto, permanece praticamente intacta e qualquer acordo que surgir das negociações em curso, quase certamente, deixará Teerã com a capacidade, seja daqui a 10, 15 ou 20 anos, de retomar o enriquecimento de urânio em escala industrial.

O Irã ficou enfraquecido, é verdade. O seu programa nuclear sofreu um revés e as suas capacidades militares foram significativamente prejudicadas. Mas, embora a ameaça tenha sido reduzida, ela não foi eliminada. E é aí, com o suporte do Hezbollah, Hamas e Houthis e outros milícias terroristas menores, que mora o perigo para Israel. Após a morte de quatro soldados israelenses, as Forças de Defesa de Israel (IDF) também anunciaram que atacaram dois centros de comando do Hezbollah no Vale do Beqaa, onde havia terroristas.

Israel teve a oportunidade de aprofundar sua parceria militar com os Estados Unidos e atacar um regime que passou quase cinco décadas financiando o terrorismo, desestabilizando a região e trabalhando abertamente para a destruição de Israel. A campanha pode não ter alcançado seu objetivo mais importante, que era a  derrubada dos aiatolás sanguinários, mas demonstrou um nível sem precedentes de cooperação operacional entre Israel e os Estados Unidos e infligiu danos significativos à infraestrutura militar e nuclear do Irã. Esta  é a origem da decepção.

 

Quando Israel iniciou esta guerra no final de fevereiro, a  visão era de mudar fundamentalmente a realidade imposta pelo Irã. O acordo que agora está sendo elaborado não alcança esse resultado. Parte disso levou a reações de israelenses proeminentes. Israel não quer viver sob ameaça constante.

A realidade nua e crua é que o presidente Trump foi para a guerra esperando um determinado resultado e, quando esse resultado não se concretizou em parte, decidiu minimizar as perdas e fazer o que acreditava ser o melhor para os interesses dos Estados Unidos: encerrar a guerra agora, em termos que muitos de nós gostaríamos que fossem mais fortes e favoráveis. Podemos discordar do acordo e achá-lo profundamente falho, mas a decisão de Trump nunca teve como objetivo apenas os interesses de Israel. Tinha como objetivo os interesses dos Estados Unidos.

HEZBOLLAH, A PEDRA DO CAMINHO

O Irã joga em jogar os Estados Unidos contra Israel, forçando a não aceitação do acordo para o fim da guerra a obrigar soldados israelenses deixar os pontos conquistados no sul do Líbano, onde destrói as bases do grupo terrorista Hezbollah. E para forçar isso, manda os terroristas atacarem as forças israelenses. As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram hoje,na sexta-feira(19), que quatro soldados foram mortos em combate no sul do Líbano, entre eles o comandante do 52º Batalhão da 401ª Brigada, Tenente-Coronel Dor Gedalia Ben Simhon, de 32 anos. Por volta das 00h20, um objeto suspeito atingiu um tanque pertencente ao Batalhão 52, subordinado à Brigada Givati, que operava na área da vila de Tebnit.

O primeiro Ministro Benjamin Netanyahu, disse que  as Forças de Defesa de Israel cobrarão um “preço muito alto” do Hezbollah após a morte desses quatro soldados. “Eu disse ao primeiro-ministro, mesmo em nossas reuniões privadas: para cada lágrima de uma mãe israelense, mil mães libanesas devem chorar.” Ele instruiu as Forças de Defesa de Israel (IDF) a atacarem o Hezbollah “com força total” em resposta à morte. “Minha diretriz é clara: Israel não tolerará ataques contra nossos soldados ou nosso território, e cobrará um preço muito alto do Hezbollah por esses ataques“, escreveu Netanyahu em uma publicação no X.  “As Forças de Defesa de Israel agirão para frustrar qualquer ameaça às nossas forças e ao nosso território.” As tropas das Forças de Defesa de Israel permanecerão na zona de segurança no Líbano “pelo tempo que fosse necessário para proteger os assentamentos no norte”.

O Ministro da Segurança Nacional, Itamar Bem-Gvir(esquerda), exigiu que Israel atacasse o Líbano em represália, declarando: “Todo o Líbano deve queimar! Com todo o respeito aos americanos, Israel precisa deixar claro para o mundo inteiro que o sangue de nossos filhos e a segurança de nossos cidadãos são inegociáveis“, escreveu ele em uma publicação no X. “Nosso dever supremo é proteger os cidadãos de Israel e os soldados das Forças de Defesa de Israel, e esse compromisso está acima de qualquer outra consideração. Chega de pingue-pongue. No Oriente Médio, não se vence com respostas comedidas e contenção. É preciso partir para o ataque. Para aniquilar. Para esmagar o terror.”

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