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UM ANO DEPOIS DA PRIVATIZAÇÃO, A EMAE TEM RESULTADOS RECORDES NOS PRIMEIROS NOVE MESES DE 2025

A Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) está comemorando os resultados obtidos no terceiro trimestre de 2025 (3T25) e dos primeiros nove meses do ano (9M25), que tiveram um desempenho acima do registrado em todos os períodos comparáveis. O avanço reflete ganhos de produtividade nas operações, melhor performance e disponibilidade das usinas, gestão financeira disciplinada e um cenário setorial favorável. Entre janeiro e setembro de 2025, a Emae atingiu R$ 353,5 milhões de lucro líquido, o maior resultado histórico considerando bases trimestrais, semestrais e anuais, o que representa incremento de 285,5% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. No 3T25, o lucro líquido foi de R$ 287,5 milhões, alta de R$ 249,8 milhões frente aos R$ 37,7 milhões registrados no 3T24, impulsionado pelo resultado decorrente de negociações e respectivo recebimento de indenização da Petrobrás.

O EBITDA ajustado cresceu 55,1% na comparação anual e alcançou R$ 167,2 milhões, com margem de 41,1%. A receita líquida permaneceu estável, enquanto os custos e despesas apresentaram redução de 14,4%. Ao final de setembro de 2025, a posição de caixa e aplicações financeiras permaneceu sólida, totalizando R$ 495,3 milhões — indicador que reforça a robustez da estrutura financeira da companhia e sua capacidade de sustentar investimentos estratégicos. “O período marca o primeiro ano completo sob gestão privada e os resultados refletem uma companhia mais moderna, ágil e inovadora. O avanço é resultado de um trabalho coletivo, guiado por uma gestão responsável, muito planejamento e investimento contínuo em tecnologia e sustentabilidade bem como um olhar atento para as oportunidades de novos negócios. Sabemos que ainda temos muito pela frente, mas estamos preparados“, afirmou a CEO da Emae, Karla Maciel.

O comunicado da empresa fala em investimentos em inovação tecnológica após o primeiro ano de privatização, mas o Petronotícias recebeu uma informação sobre a falta de manutenção das tubulações que descem a montanha. Segundo a denúncia, as tubulações estão expostas há muitos anos e “ pode haver risco de rompimento.” Faz sentido, mas mesmo assim procuramos ouvir a empresa sobre este tema. Para lembrar, esta tubulação cruza a serra do mar de cima abaixo e foi construída em 1926 e já é quase centenária. Tem 99 anos. São tubos de aço de  20 a 40 mm de espessura de parede, com pressão alta de quase 70 Quilos. Eles jamais poderão colapsar, dizem engenheiros especialistas, mas podem abrir as suas juntas ou romper por falta de resistência estrutural por desgaste das paredes versus a alta pressão e os esforços dinâmicos da velocidade do fluxo da água, que correm em altíssima velocidade. Hoje, a obra  ainda  chama a atenção dos moradores de algumas cidades da Baixada Santista, principalmente em dias claros. São oito longos tubos fincados no meio da mata atlântica. Seguramente Marina Silva, ministra do meio ambiente, que atrapalha qualquer progresso,  jamais permitiria que este sistema fosse construído atualmente. Há quem acredite que por eles desce petróleo, mas eles transportam água para uma das mais antigas usinas hidrelétricas do país, a Henry Borden, em Cubatão. A empresa respondeu que  “A manutenção está em dia.” Vamos confiar.

A empresa, no entanto, detalha que houve modernização tecnológica das usinas hidrelétricas, com  a instalação de equipamentos e sistemas de automação, com ganhos de eficiência e redução de perdas. Fala também em Transformação digital, com o uso de  inteligência artificial e análise de dados para otimizar a operação. Fala até em plantio de 100 mil mudas de árvores nativas em pontos do Rio Pinheiros e do Reservatório Billings, reforçando o compromisso ESG da empresa. Mas em relação as tubulações, nada. “Todas as nossas frentes reforçam o compromisso com fontes renováveis e modernização de unidades geradoras, elevando a confiabilidade e segurança do sistema energético brasileiro“, afirma  Karla. “Estamos preparados para crescer com responsabilidade, aliando inovação, rentabilidade e compromisso ambiental. Nossa missão é continuar entregando valor para os investidores e para toda a sociedade”.

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