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UM DIA DEPOIS DE LULA SE OFERECER PARA MEDIAR A SITUAÇÃO DE CUBA, MARCO RUBIO DIZ QUE A PRESSÃO VAI CONTINUAR ALTA

O Secretário de Estados dos Estados Unidos Marco Rúbio

Sabe-se lá porque o Presidente Lula se ofereceu ao presidente Trump, durante o encontro ontem (7) na Casa Branca, para ser um mediador na questão Cuba-Estados Unidos. Em troca, no momento, recebeu um profundo silêncio de seus interlocutores. Depois, na entrevista coletiva, ele disse que ouviu o presidente Trump dizer que os americanos não tinham a intenção de invadir Cuba. Essa, ao que parece, nunca foi mesmo a intenção dos Estados Unidos, mas fazer pressão com sanções econômicas, como está ocorrendo, para que o atual regime deixe o poder e proporcione progressos para o povo cubano. De qualquer forma, no dia seguinte a viagem de Lula, o Secretário de Estado Marco Rubio, deu uma declaração que deixou a posição dos Estados Unidos clara como cristal: “A pressão contra o regime cubano continuará até que ele implemente todas as reformas necessárias. O embargo de petróleo imposto pelos EUA em janeiro de 2026, continua.”

O ditador cubano, Miguel Díaz-Canel, disse que o povo “compreende a crueldade” das sanções americanas e que mantém sua “determinação em defender a Pátria, a Revolução e o Socialismo”. Após as novas sanções anunciadas  pelo governo de Donald Trump contra entidades ligadas ao regime cubano, Rubio reafirmou que os EUA manterão a pressão até que isso force uma mudança. “As sanções de hoje demonstram que o governo Trump não ficará de braços cruzados enquanto o regime comunista de Cuba ameaça nossa segurança nacional em nosso hemisfério“, escreveu na rede social X. “Continuaremos tomando medidas até que o regime implemente todas as reformas políticas e econômicas necessárias .”

Miguel Díaz-Canel disse que  “Nosso povo já conhece a crueldade por trás das ações do governo dos EUA e a maldade com que ele é capaz de atacá-los. Eles entendem, assim como o resto do mundo, que esta é uma agressão unilateral contra uma nação e uma população cuja única ambição é viver em paz, senhores do seu próprio destino e sem a interferência perniciosa do imperialismo estadunidense.

General Lastres, quem comanda atualmente a GAESA

Embora tenha admitido que as medidas mergulharão o povo em dificuldades ainda maiores do que as que vêm sofrendo há anos, ele reafirmou a posição do regime de não ceder: “As sanções econômicas adicionais anunciadas hoje agravam a já difícil situação que nosso país enfrenta, ao mesmo tempo que fortalecem nossa determinação em defender a pátria, a revolução e o socialismo.”

O Ministério das Relações Exteriores intensificou ainda mais sua retórica. Em um longo comunicado publicado no   jornal oficial Granma, condenou a ordem executiva assinada por Trump e a inclusão da GAESA e da MoaNickel SA na lista de entidades sancionadas pelo Departamento do Tesouro. As duas empresas pertencem aos militares de alta patente e ao comando central dos ditadores cubanos, que detém todos os negócios em Cuba que rendam em dólares, desviados, em parte, para contas particulares no Panamá. O Ministério das Relações Exteriores do regime descreveu as decisões como “um ato de agressão econômica implacável” e denunciou a tentativa de Washington de “forçar o povo cubano à rendição pela fome e pelo desespero”.

Segundo Havana, as medidas ampliam o alcance extraterritorial do embargo e visam intimidar governos estrangeiros, bancos e empresas que mantêm relações econômicas com Havana. O regime acusou os EUA de tentarem criar as condições para justificar “ações mais perigosas, incluindo agressão militar.”  No sul da Flórida, parlamentares cubano-americanos comemoraram o endurecimento das sanções. O deputado  agradeceu a Marco Rubio   por seu “compromisso com a liberdade e a democracia” e afirmou que “Cuba é a próxima“.  O vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, também reagiu,  afirmando  que as agências de inteligência dos EUA “têm ampla evidência de que Cuba não constitui uma ameaça” rejeitando como “mentirosos” os argumentos de altos funcionários americanos.

SANÇÕES CONTRA A GAESA

Luxo em Cuba pertence a GAESA, a empresa dos líderes da ditadura

Os departamentos do Tesouro e de Estado anunciaram novas sanções contra o conglomerado empresarial militar cubano, GAESA, depois que Trump assinou uma ordem executiva que amplia a autoridade do governo para impor novas punições ao regime cubano. Pouco depois de assinar o decreto, Trump fez um discurso mencionando que “Cuba tem problemas” e sugerindo que uma demonstração de força militar poderia estar a caminho. Ele disse que um dos porta-aviões americanos que retornavam do Oriente Médio poderia “chegar perto e parar a cerca de 100 metros da costa”. O novo conjunto de sanções tem como objetivo deixar claro aos cubanos que a meta imediata do governo Trump “não é a mudança de regime, mas sim a alteração das políticas fracassadas do regime”.

Os bancos panamenhos guardam mais de US$ 20 bilhões pertencentes a GAESA

Marco Rubio, voltou a dizer que o regime cubano fracassou. Esta semana, ele disse que o modelo econômico cubano não está funcionando e que aqueles no poder “não conseguem consertá-lo. E a razão pela qual eles não conseguem resolver isso não é apenas porque são comunistas. Isso já é ruim o suficiente.  Eles são comunistas incompetentes. A única coisa pior do que um comunista é um incompetente.” Autoridades americanas não sabem se Havana aceitará as condições, mas afirmaram que o diálogo está aberto. Um funcionário americano afirmou que ainda não se sabe se a liderança cubana está disposta a cumprir as condições impostas pelos EUA, que incluem a libertação de presos políticos, o fim da repressão política e religiosa e a abertura ao investimento do setor privado americano. No entanto, as autoridades cubanas insistem que a sua governança interna não está sujeita a negociação. “Negociações sobre questões como mudança de regime ou destituição do presidente estão fora de questão“, declarou o embaixador cubano na ONU, Ernesto Soberón Guzmán, a jornalistas. “Não há questões internas cubanas em discussão.”

APAGÃO GERAL

A realidade do povo cubano cozinhando em  que os ditadores sanguinários viram de costas e fingem não ver

Cuba segue sofrendo com os apagões. O segundo navio que viria da Rússia com combustíveis, desviou a rota pela imposições americanas. Os apagões agora já duram mais de 40 horas seguidas. Em Matanzas, as autoridades afirmam que as obras na Usina Termoelétrica de Guiteras estão “progredindo de forma promissora”. Isso, oficialmente. Na verdade, não há peças sobressalentes. A enésima avaria do maior bloco gerador de Cuba em 2026 ocorreu na terça-feira (5), deixando indisponíveis os 140 MW que ele contribuía para o sistema, com o déficit de eletricidade ultrapassando novamente os 1.800 MW.

O Centro Principal de Transmissão de Rádio e Televisão Boniato, em Santiago de Cuba,   que distribui a maior parte dos sinais na província, saiu do ar ontem (7) devido à falta de eletricidade e combustível, informou a emissora estatal local Tv Santiago em sua página no Facebook: “Devido ao déficit na geração de energia elétrica e à escassez de combustível na província, as transmissões do Centro Principal de Transmissão de Rádio e Televisão de Boniato estão fora do ar.”

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