NAO DELETAR
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UM RAIO X ATUAL DA SITUAÇÃO DE CUBA MOSTRA PAÍS AOS FRANGALHOS COM A QUEDA DO REGIME QUASE IMINENTE

O regime ditatorial cubano parece viver seus últimos dias no poder. Dos Estados Unidos, o Secretário Marco Rubio diz que o governo da ilha “está vivendo grandes apuros.” A inteligência americana está esfacelando a estrutura de poder em Cuba. No início da semana prendeu  Adys Lastres Morera, a irmã da líder da GAESA, a Brigadeiro-General Ania Guillermina Lastres Morera,  empresa formada para gerenciar tudo o que negociado em dólar em Cuba, de exportações ao turismo, desviando parte do dinheiro para contas secretas em bancos do Panamá em nome de laranjas, com procuração para os que comandam a ditadura cubana.  Ontem (27), quem foi localizada e presa foi a filha do general cubano Ulises Rosales del Toro, a médica Alina Rosales Aguirreurreta, residente ilegal na Flórida, desde 2023. O General Ulisses é um dos lideres da revolução cubana de 959 e ainda tem muito poder no país. Rubio também disse que Cuba não receberia os combustíveis que estava vindo em um navio sancionado russo. A embarcação já foi desviada e não aportará em Cuba. Os protestos e a repressão aumentaram no país, depois da maior Termelétrica quebrar novamente e estender os apagões por várias cidades, inclusive Havana.

O porta aviões Aviões Nimitz e toda sua esquadra, incluindo um destróier, uma fragata e   um submarino nuclear, estão ancorados no Caribe, bem perto de Cuba.  A liderança cubana acredita que possa haver um ataque militar e Raul Castro, indiciado como assassino por ter mandado derrubar dois aviões americanos com ajuda humanitária americanos com 4 cubanos, afirmou  que ele não seria pego vivo e que lutaria até o fim. Hoje, ele tem 95 anos. Depois de uma reunião com Donald Trump e alguns outros governantes dos Estados Unidos, Rubio disse que  “Queremos algo bom para o povo cubano e, com sorte, haverá um bom resultado para eles. Vamos conversar com eles, vamos trabalhar nisso.  Ter um Estado falido a 145 quilômetros da costa dos EUA representa uma ameaça à segurança nacional. Infelizmente para eles, são liderados por um bando de comunistas incompetentes. Ser comunista é ruim, mas ser um comunista incompetente é o pior.”

Rubio também apontou o conglomerado militar GAESA como responsável pelo completo colapso da ilha e pelo aumento da pobreza, já que, segundo ele, “controla

Luxo em Cuba pertence a GAESA, a empresa dos líderes da ditadura

basicamente 70% da economia e nenhuma de suas receitas é usada para ajudar o povo cubano. A probabilidade de um acordo, considerando com quem estamos lidando, não é alta. Se eles mudarem de ideia, sabem que estamos aqui. Ao longo de muitos anos, eles se acostumaram a ganhar tempo e esperar que nos renderiam. Mas desta vez estamos muito determinados e muito focados.” Rubio disse ainda  que “Está tudo desmoronando. Eles realmente perderam o controle de Cuba. Não descansaremos até que o povo cubano recupere a liberdade pela qual seus ancestrais lutaram tão bravamente há mais de 100 anos”.

LÍDERES AMERICANOS NA EXPECTATIVA

A combinação de colapso econômico, apagões, escassez e um endurecimento da política de Washington em relação a Havana gerou discussões nas últimas semanas sobre um possível ponto de ruptura política em Cuba. Enquanto congressistas cubano-americanos afirmam que o regime está vivenciando um de seus momentos mais vulneráveis ​​em décadas, Havana tenta mobilizar apoio internacional para denunciar o que considera uma “ameaça direta de agressão” por parte das forças armadas dos EUA. Os congressistas republicanos cubano-americanos Carlos Giménez, María Elvira Salazar e Mario Díaz-Balart afirmaram que Cuba está mais perto do que nunca de uma mudança política.

Nunca estivemos tão perto de ver uma mudança e a queda deste regime“, declarou Giménez, que garantiu haver

Miguel Diaz-Canel, ainda resiste

“muita esperança” na ilha devido à crise estrutural e à posição de Donald Trump sobre o regime a partir da Casa Branca. O parlamentar republicano afirmou que o governo atual tem “o presidente certo e o secretário de Estado certo. Vai acontecer”. Salazar relacionou o momento atual a uma oportunidade histórica para reverter mais de seis décadas de regime comunista . “A apenas 145 quilômetros de Miami, um grupo de ladrões roubou essa possibilidade dos cubanos há 65 anos, mas agora Trump está devolvendo essa possibilidade”, afirmou. Díaz-Balart, por sua vez, voltou a referir-se ao regime cubano como uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos. Ele mencionou a presença de fugitivos americanos na ilha, as capacidades militares do regime, sua aliança com potências como a Rússia e a China, e lembrou a queda dos aviões da Operação Irmãos ao Resgate em 1996 , evento que levou à retomada de ações judiciais nos tribunais americanos contra Raul Castro e outros envolvidos.

O debate sobre uma possível mudança política em Cuba também se reflete em análises acadêmicas e da oposição. Yaxys Cires(esquerda), diretor de Estratégia do Observatório Cubano de Direitos Humanos, considerou improvável que Cuba chegue a 2027 com uma estrutura política e econômica semelhante à atual .Segundo Cires, Washington está caminhando para uma fase de “pressão máxima” contra o regime e suas figuras-chave. No entanto, ele alertou que o resultado dependerá de a liderança cubana aceitar ou não qualquer tipo de negociação ou solução negociada.

O chamado Acordo de Libertação, promovido pela Assembleia da Resistência Cubana e pela plataforma Passos para a Mudança, propõe o desmantelamento do Partido Comunista e dos órgãos repressivos do Estado, além de um processo dividido em quatro etapas: libertação, estabilização, reconstrução e democratização. Segundo  Yaxys Cires, representantes dessas iniciativas já apresentaram propostas tanto em Bruxelas quanto às autoridades americanas. No entanto, o próprio líder da oposição reconheceu que a dissidência interna não pede uma intervenção militar estrangeira, mas sim acredita que a atual situação extrema foi causada pela própria incapacidade e mentalidade fechada do regime cubano.

O historiador e analista Juan Antonio Blanco(direita) concordou que o status político da ilha poderia mudar significativamente em 2026, embora considerasse um cenário semelhante ao da Venezuela menos provável. Mesmo assim, afirmou que as condições internas estão se tornando cada vez mais instáveis ​​devido à deterioração econômica e social. Blanco chegou a sugerir que, em caso de intervenção dos EUA, setores da população e até mesmo partes das Forças Armadas poderiam se alinhar a uma eventual derrubada do sistema.

Paralelamente ao aumento da pressão dos EUA, o Ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, reuniu-se com o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, e  transmitiu a preocupação do regime com uma possível escalada da tensão com Washington. Rodríguez afirmou ter solicitado a contribuição das Nações Unidas para “impedir uma agressão militar dos EUA contra Cuba” e alertou que tal ação causaria “um banho de sangue”. O ministro também rejeitou a acusação legal apresentada nos EUA contra Raul Castro, classificando-a como “infame, fraudulenta e ilegal “,  culpando o embargo e o bloqueio parcial de energia impostos por Washington pela grave crise humanitária na ilha. Apesar do endurecimento do discurso, Rodríguez assegurou que Havana permanece disposta a continuar as conversas bilaterais com os EUA , embora “sem interferência no sistema político cubano”.

MEIA VOLTA, VOLVER

Navegando para o sul através do Atlântico, o petroleiro russo Handymax Universal, carregado de combustíveis, se afasta de Cuba. Aparentemente, a Rússia não vai desafiar a sorte tentando fornecer a Cuba o combustível de que tanto precisa. Após ficar a deriva por quase um mês  no Atlântico Norte, o petroleiro  estatal russo Handymax  Universal, iniciou um movimento em direção ao sul que o afastou definitivamente da rota que estava seguindo. De acordo com diversas plataformas de rastreamento marítimo por satélite, a embarcação começou a se deslocar em direção ao Atlântico Central. Embora ainda não indique um porto de destino, essa rota a leva em uma direção diferente daquela que seguiu após deixar a Rússia. Como pode ser visto em seu mapa de trajetória, o Universal manteve um percurso quase reto desde o norte da Europa até começar a derivar, sempre apontando para o Caribe, muito provavelmente para algum destino ao norte de Cuba.

No entanto, como Jorge Piñón, pesquisador não residente do Instituto de Energia da Universidade do Texas, disse que  “sua velocidade aumentou de 1,3 nós por hora para 10,5 nós por hora (cerca de 20 km/h), o que indica um destino certo”. Piñón observou que o navio-tanque transporta aproximadamente 250.000 barris de diesel, “combustível urgentemente necessário na ilha“, que atravessa uma grave crise energética que paralisou o transporte e a economia. O navio partiu do porto russo de Vistino e deixou o Mar Báltico em 6 de abril, acompanhado pela corveta Soobrazitelny. Em sua rota para o oceano, foi escoltado por navios de guerra russos. Dois dias depois, cruzou o Canal da Mancha e entrou em águas territoriais britânicas, onde, a fragata Admiral Grigorovich, da Frota do Mar Negro da Rússia, o escoltou até o Atlântico.

Em 15 de maio, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov(esquerda), prometeu   ao seu homólogo cubano, Bruno Rodríguez, apoio político, diplomático e material, mas evitou mencionar o petróleo. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comentou naquele mesmo dia: “Estamos em contato com a liderança cubana, nossos amigos. A situação é realmente difícil. É tudo o que posso dizer.” Anteriormente, Vladimir Dzhabarov, vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado russo, afirmou que a Rússia “encontraria uma oportunidade para ajudar seu aliado”, mas não foi explícito a esse respeito.

O Kremlin anunciou que enviaria novos carregamentos de petróleo bruto para ilha,   após comemorar a chegada do petroleiro em 30 de março como uma vitória, apesar das ameaças de Donald Trump de impor tarifas aos governos que enviassem combustível para Cuba. A situação é crítica na ilha, cujo Ministro de Energia e Minas, Vicente de La O Levy, em meados de maio, que “não temos absolutamente nenhum óleo combustível ou diesel. As únicas coisas que temos são gás natural de nossos poços e petróleo bruto nacional, cuja produção aumentou.” Ele disse também que “Hoje estamos enfrentando temperaturas mais altas, e o sistema elétrico está operando apenas com usinas termoelétricas, da Energás, e energia fotovoltaica“, reconheceu. Ele acrescentou que a ponte marítima de Mariel, as barcaças pertencentes à empresa turca Karadeniz Holding ancoradas na Baía de Havana, e toda a geração distribuída precisam de combustível para sustentar a produção de eletricidade.

PROTESTOS E REPRESSÃO AUMENTAM

Em meio a protestos com panelas batendo e apagões cada vez maiores, o regime espera um milagre para que a Usina Termelétrica de Guiteras volte a funcionar. O colapso total da sociedade cubana é inegável, assim como a crescente intensidade dos protestos com panelas batendo na ilha, por meio dos quais os cubanos expressam pacificamente seu descontentamento. Nesse sentido, um forte som de panelas batendo ecoa em várias cidades todos os dias – principalmente à noite – quando a repressão diminui. Durante os dias, elas são mais violentas, com prisões até jovens menores de 18 anos. Enquanto os moradores de Havana expressam sua rejeição ao regime e às deploráveis ​​condições de vida às quais estão condenados, especialistas tentam colocar em funcionamento a obsoleta usina termelétrica Antonio Guiteras, localizada em Matanzas, uma das principais usinas que abastecem a capital.

 A usina, que já acumula seis paralisações devido a avarias este ano, poderá voltar a operar nesta quinta-feira(28), mas o governo espera por um milagre:  que o processo de inicialização transcorra sem problemas, algo que pode não acontecer. os especialistas trabalham no reaquecedor de alta temperatura e nas linhas de têmpera do vapor superaquecido.”Se os testes hidráulicos forem positivos, a caldeira será desligada e a usina reiniciada.” O diretor da usina, Román Pérez Castañeda, justificou que “a instabilidade da usina de Guiteras nas últimas semanas não tem nada a ver com o mau trabalho dos profissionais do setor durante as etapas de manutenção, nem com erros de tomada de decisão; na verdade, as falhas ocorreram em elementos diferentes a cada vez”. Além da fábrica de Guiteras, a Unidade 2 da fábrica Ernesto Guevara de la Serna, a Unidade 2 da Usina Lidio Ramón Pérez e a Unidade 5 da fábrica Antonio Maceo estão fora de operação devido a avarias. Também estão em manutenção a Unidade 5 da usina de Mariel, a Unidade 6 da usina de Renté e a Unidade 5 da usina de Nuevitas. Além disso, outros 368 MW estão fora de serviço devido a “limitações na geração térmica”. Com os apagões frequentes, a pressão aumenta e o colapso da ilha torna-se cada vez mais visível. Cuba está se aproximando de um ponto crítico em que a continuidade do modelo atual não garante a estabilidade, mas sim alimenta as condições para uma escalada do conflito..

A FILHA DO GENERAL

A imigração dos EUA prendeu a filha do general cubano Ulises Rosales del Toro(esquerda),  Alina Rosales Aguirreurreta, que consta,  no banco de dados oficial do Serviço de Imigração e Alfândega, morando ilegalmente na Flórida. O general anda é um dos líderes militares e políticos históricos do regime de Havana. Rosales Aguirreurreta, médica cubano, entrou nos Estados Unidos em 2023 com um visto de turista B1/B2 emitido em Havana. Ela residia no sul da Flórida enquanto tentava regularizar sua situação imigratória. Ulises Rosales del Toro ocupou  na estrutura de poder cubana por décadas. Foi Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Revolucionárias (FAR) e, posteriormente, Ministro do Açúcar, Ministro da Agricultura e Vice-Presidente do Conselho de Ministros. Considerado parte da chamada “velha guarda” do castrismo, manteve laços estreitos com Fidel Castro e Raul Castro.

A prisão ocorre em meio à crescente pressão de Washington sobre indivíduos ligados à elite governante de Cuba. Na semana passada, foi Adys Lastres, irmã  da Brigadeiro-General Ania Guillermina Lastres Morera, da GAESA, também foi presa . O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) a adicionou à sua lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas, limitando significativamente suas atividades comerciais. Após essa prisão, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, fez uma declaração histórica:  “Não haverá lugar algum na Terra,  muito menos em nosso país,  onde estrangeiros que ameacem nossa segurança nacional possam viver no luxo.”

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