YINSON SAI NA FRENTE E APRESENTA O MENOR PREÇO NA LICITAÇÃO DO NOVO FPSO DO CAMPO DE ALBACORA
A semana começa com uma importante notícia para o setor de óleo e gás. A Petrobrás divulgou hoje (10) a lista das empresas que apresentaram propostas na licitação para o novo FPSO de Albacora, na Bacia de Campos. A companhia malaia Yinson saiu na frente na disputa, apresentando a melhor proposta da concorrência, de US$ 2,297 bilhões.
Na sequência, aparecem outras quatro empresas que também ofereceram propostas: a chinesa COOEC (US$ 2,842 bilhões); a indiana Shapoorji (US$ 2,9 bilhões); a malaia MISC (US$ 3,056 bilhões); e a norueguesa BW (US$ 3,191 bilhões).
No entanto, é preciso fazer uma ressalva quanto ao valor apresentado pela COOEC. Um documento divulgado pela Petrobrás na plataforma Petronect aponta que o preço global apresentado pela chinesa seria de US$ 2,842 bilhões. Em outra página da mesma plataforma, porém, o valor global indicado é de US$ 3,743 bilhões. O Petronotícias entrou em contato com a Petrobrás para verificar a divergência nos valores e aguarda resposta.
A partir deste momento, inicia-se a fase de verificação da efetividade da proposta mais bem colocada da licitação, para verificar o atendimento integral aos requisitos do edital. Após, será iniciado um período de negociação. Caso as conversas avancem, será realizada a assinatura do contrato.
Esta é a segunda tentativa da Petrobrás para contratar a nova plataforma de Albacora. A primeira concorrência, no modelo de afretamento, recebeu propostas da BW Offshore e Ocyan, mas terminou sem sucesso nas negociações de preço. Na atual licitação, a modalidade escolhida foi a BOT (Build Operate Transfer), pela qual a licitante vencedora vai operar o navio durante um determinado período e depois transferirá a responsabilidade para a Petrobrás.
O projeto de revitalização de Albacora contempla, em uma primeira fase, o desenvolvimento do reservatório de Forno, localizado no pré-sal, seguido por uma etapa voltada aos reservatórios do pós-sal. O novo FPSO só deve entrar em operação depois de 2031. A Petrobrás detém 100% de participação no campo de Albacora, enquanto o reservatório de Forno é compartilhado com o Bloco Norte de Brava, na acumulação de Manjuba. A Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) é responsável pela gestão do Contrato de Partilha do Norte de Brava.
A plataforma terá capacidade para produzir até 120 mil barris de petróleo por dia e foi projetada para operar por, no mínimo, 20 anos. A unidade será instalada em águas offshore, em uma área com lâmina d’água de 670 metros. O FPSO receberá a produção dos poços submarinos e contará com sistemas de processamento para tratar os fluidos, estabilizá-los e separar a água produzida do gás natural. Após o processamento, os líquidos serão medidos, armazenados nos tanques de carga da embarcação e transferidos para navios aliviadores.
Albacora está a cerca de 110 km a leste do Cabo de São Tomé, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro. Atualmente, a produção do campo acontece por meio das plataformas P-25, do tipo SS (Semi Submersível), e P-31, do tipo FPSO. A malha de escoamento de óleo da P-25 é constituída por um oleoduto que interliga a unidade à P-31.

publicada em 10 de agosto de 2026 às 19:00 




