O DITADOR NICOLÁS MADURO VIVE MOMENTOS DECISIVOS NA VENEZUELA DORMINDO EM LOCAIS DIFERENTES A CADA DIA
À medida que os EUA intensificam a pressão política sobre o regime do ditador sanguinário Nicolás Maduro, ameaçando até com ações militares terrestres, observadores internacionais afirmam que o principal objetivo do governo é, de alguma forma, adquirir os vastos recursos petrolíferos da Venezuela. Ou pelo menos ter acesso a eles. A Venezuela possui as maiores reservas mundiais em petróleo, com 300 bilhões de barris, e sem dúvida os políticos em Washington, dentro e fora do governo, estão carecas de saber disso. Mas a maior parte destas reservas são oriundas do Orinoco, onde petróleo é bastante pesado e necessita de muita Nafta para o seu
refino. Pressionado, o ditador agiu como sempre, tentando usar a corrupção, oferecendo uma “participação dominante” na riqueza petrolífera e mineral de seu país, de acordo com um relato do New York Times.
O ditador Nicolás Maduro anda meio sumido, mudando de locais até para dormir, mas a sua vice-presidente, Delcy Rodríguez, está falando por ele. Em uma participação num evento na tarde de domingo em Caracas, ela elogiou as companhias aéreas do país por continuarem voando mesmo após restrições feitas pelos EUA. Na verdade, as companhias que ainda voam, estão sendo obrigadas pelo governo, apesar do aviso dos Estados Unidos que o espaço aéreo venezuelano está fechado. Ela disse que “Nenhum bloqueio pode

Pelo mapa é possível ver que o espaço aéreo da venezuela está praticamente deserto depois do alerta de Trump
derrotar a Venezuela” e em discurso na Expo Transporte Venezuela 2025, disse que o setor se “expande” frente às “agressões norte-americanas. O povo venezuelano está dando lições históricas de que não podem nos derrotar, que o bloqueio não pode derrotar a Venezuela e que continuaremos trabalhando por nossa pátria.” Os Estados Unidos vêm realizando manobras militares desde agosto no mar do Caribe. Em setembro, o governo do presidente Donald Trump passou a atacar embarcações que diz serem usadas por narcotraficantes.
O governo de Maduro é violento, conta com milícias armadas contra a população, reprime a liberdade de expressão, e praticamente
destruiu a economia nacional por meio do clientelismo, da cleptocracia e de políticas socialistas. A devastação econômica é resultado da nacionalização de grandes setores da economia pelo antecessor de Maduro, Hugo Chávez, que colocou grande parte dela sob controle militar, acreditando que poderia ordenar a redução da inflação por decreto. O controle cambial agravou a situação, permitindo a corrupção em larga escala, com empresas e indivíduos oferecendo favores em troca de moeda estrangeira a taxas subsidiadas. Milhões de pessoas fugiram do país, escapando da opressão política e também da calamidade econômica subsequente.
Se os EUA conseguirem depor Maduro, conseguirá ter o petróleo venezuelano? No Iraque, a situação é parecida. Mas nem com fim do regime de Hussein significou que os EUA ficassem com o petróleo iraquiano; Os

As refinarias e as instalações de petróleo da Venezuela estão sucateadas e precisam de muitas restaurações
americanos continuam comprando do Iraque. Em 2024, os EUA importaram 260 mil barris por dia do Iraque, presumivelmente por meio de empresas que buscavam tirar proveito das diferenças de qualidade, mas não petróleo que foi adquirido de alguma forma devido ao nosso papel no fim do regime de Hussein. Muito provavelmente Maduro cairá e a situação será a mesma na relação comercial com a Venezuela. Qualquer regime pós-Maduro certamente estaria disposto a vender seu petróleo pesado para refinarias americanas, projetadas para otimizar a produção de derivados de petróleo de baixa qualidade. Empresas americanas de serviços teriam prioridade para os reparos necessários na restauração dos campos
petrolíferos venezuelanos em dificuldades, especialmente considerando que o mercado americano de serviços para campos petrolíferos está atualmente fraco. Mas a ideia de que a Venezuela possa transferir a propriedade das reservas de petróleo para os Estados Unidos, ou mais especificamente para empresas petrolíferas americanas, não será aceita.
Um novo regime venezuelano, com um clima político e leis mais favoráveis ao investimento, poderia repetir o sucesso da década de 1990, quando uma base de recursos supostamente madura viu sua produção aumentar em um milhão de barris por dia em cinco anos. Isso ocorre num momento em que os mercados de petróleo estão amplamente saturados e a demanda cresce timidamente, o que tem o potencial de desencadear outra onda de preços, como em 1998.

publicada em 8 de dezembro de 2025 às 18:00 








