ZUCKERBERG CITA AVANÇO DA ENERGIA NUCLEAR NA CHINA COMO DESAFIO PARA LIDERANÇA DOS EUA EM IA
O avanço da inteligência artificial (IA) está ampliando a disputa global não apenas por chips e modelos computacionais, mas também por energia e infraestrutura. Em manifesto publicado no início desta semana, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou que os Estados Unidos precisam acelerar a construção de capacidade energética e de data centers para preservar a liderança do país no desenvolvimento de sistemas avançados de IA. Como exemplo da velocidade dos concorrentes, o executivo destacou a expansão da energia nuclear na China.
Segundo Zuckerberg, enquanto os Estados Unidos e seus aliados possuem atualmente uma vantagem no desenvolvimento de chips, enfrentam dificuldades para ampliar com a mesma rapidez a capacidade de geração de energia e a infraestrutura física necessária para sustentar o crescimento da IA. “Países como a China estão colocando em operação mais de 1 GW de capacidade nuclear a cada duas semanas”, afirmou.
Para o executivo, esse ritmo evidencia a necessidade de acelerar a implantação tanto de novas fontes de energia quanto de data centers. O aumento da demanda por processamento computacional para treinar e operar modelos de IA exige instalações de grande porte e disponibilidade crescente de eletricidade, transformando a infraestrutura energética em um dos fatores estratégicos da corrida tecnológica.

Central Nuclear Tiwanan, na China
Recentemente, como noticiamos, a China aprovou a construção de oito novos reatores, reforçando a estratégia do país de ampliar sua capacidade de geração de energia nuclear. A decisão foi tomada durante reunião executiva do Conselho de Estado realizada em 31 de julho e presidida pelo primeiro-ministro Li Qiang. O pacote contempla a construção de seis reatores Hualong One (HPR1000) nos complexos nucleares de Jinqimen, Taipingling e Zhuanghe, além de dois reatores Guohe One (CAP1400) na usina de Laiyang.
Zuckerberg também defendeu políticas que evitem atrasar o desenvolvimento dos laboratórios americanos de IA e destacou a importância de manter os Estados Unidos competitivos em relação a países como a China. Para ele, eventuais atrasos na implantação de novos modelos podem reduzir uma vantagem tecnológica que, em um setor de rápida evolução, pode durar apenas alguns meses.
No artigo, o executivo também defendeu uma maior aproximação entre o governo americano e os principais laboratórios de IA, além da manutenção da liderança dos Estados Unidos e de seus aliados no ecossistema de código aberto. Para o executivo, a competição tecnológica deve ser acompanhada por uma estratégia de segurança nacional que garanta aos governos acesso antecipado às novas capacidades desenvolvidas pela indústria.

publicada em 11 de agosto de 2026 às 18:00 




